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Entrevistado do Mês Waldemilson de Freitas Muniz.
A BASF é uma das principais indústrias químicas multinacionais. Prestes a completar 100 anos, a empresa tem adotado ações intensas de eficiência energética – além de ações sustentáveis em outros quesitos – que vão desde o processo de produção, até a busca por produtos que contribuam para a eficiência energética na ponta do consumo. Waldemilson de Freitas Muniz, gerente responsável pela área de energia da BASF no Brasil falou ao BEE:
1. Como a BASF entende a questão da eficiência energética no cenário econômico brasileiro, lembrando que o País desperdiça anualmente R$ 17 bilhões em energia?

A BASF acredita que a eficiência energética é uma das mais importantes contribuições para otimizar nossas fontes de energia para o futuro. Ciente de que o mundo está enfrentando grandes desafios e todos, empresas e cidadãos, podem contribuir para um futuro mais sustentável do ponto de vista energético, a BASF, que se prepara para completar 100 anos no Brasil, busca atuar em duas frentes: estimulando a reflexão e dando o exemplo por meio de ações que visam transformar os conceitos, as atitudes.
Neste contexto, a BASF lançou mundialmente o Programa de Eficiência Energética de olho nas megatendências (crescimento e envelhecimento da população, a demanda energética e escassez de combustíveis fósseis e a proteção climática) e nos desafios globais.
Na América do Sul, a empresa está realizando uma série de ações – desde a concepção de suas unidades industriais até o processo produtivo - que visam promover a conscientização e a adoção de soluções energeticamente mais eficientes, com foco na redução do consumo de água, vapor e energia elétrica. Isso tudo deve fortalecer nossa estratégia empresarial em sua diretriz de assegurar o desenvolvimento sustentável. Além deste programa, a BASF investe em pesquisas de tecnologias e produtos que potencializam a redução no consumo de energia e, paralelamente, a redução de emissão dos gases de efeito estufa, CO2.
As soluções são concretizadas tanto no processo operacional, no transporte e compra de matérias-primas, quanto no desenvolvimento de novos produtos, como no caso da espuma Neopor®, com alta capacidade de isolamento térmico para residências, os defensivos com benefícios AgCelence™ para aumento de produtividade nas lavouras, entre outros.
O programa é contínuo na gestão dos negócios da empresa e estamos propondo a reflexão para que essa cultura seja inserida nos hábitos das pessoas, perpetuando-se para o futuro. Ele acrescenta ainda que há uma disposição e preocupação da empresa em investir nas instalações e na otimização de combustíveis. Trata-se de uma atividade técnico-econômica que proporcionará otimizar o consumo de energia e água, com redução de custos operacionais. As atividades da BASF combinam eficiência energética, otimização no uso de recursos naturais e proteção climática e as têm como pilares fundamentais para a sustentabilidade e aumento da qualidade de vida desta e das futuras gerações.


2. Nos últimos anos, a BASF tem se destacado pela realização de projetos de sustentabilidade e eficiência energética. Que exemplos podem ser dados? É possível quantificar a economia de energia feita pela empresa nos últimos anos?

Nos últimos sete anos, a BASF reduziu o consumo específico de energia elétrica e gás natural (por tonelada produzida) em 11% e 10 % respectivamente no Brasil. Na América do Sul a redução foi de 12% e 14%, respectivamente.
O principal Complexo Químico da BASF na América do Sul, localizado em Guaratinguetá, representa aproximadamente 81% do total do consumo absoluto de água e a redução foi em torno de 38% do consumo específico de água nos últimos 7 anos.
Algumas medidas que contribuíram para estes resultados foram:
• Redução do descarte de águas e automação das torres de resfriamento em toda a BASF;
• Implementação da política de tolerância zero a vazamentos de todos os tipos de utilidades;
• Otimização do processo de geração e distribuição de vapor
• Aumento do reaproveitamento de condensado para geração de vapor
• Adoção de inversores de freqüência para motores
• Implantação do Índice de Eficiência Energética em novos projetos e unidades existentes
• Conscientização quanto ao uso racional dos recursos renováveis e não-renováveis.

3. De que forma o governo pode facilitar o processo de busca por eficiência na produção e consumo de energia no Brasil?

Em linhas gerais, o governo deve investir em um amplo plano de conscientização, criar incentivos para desenvolvimento, produção e instalação de equipamentos mais eficientes, fortalecer os programas de etiquetagem para classificação de eletrodomésticos e outros produtos que consomem algum tipo de energia e, ainda, promover incentivos tarifários para indivíduos que reduzam seu consumo.
O sucesso destas ações traz benefícios imediatos à toda sociedade, pois alivia a demanda, com isso evita racionamento e possibilidade de interrupção de fornecimento, e evita de imediato, investimentos emergenciais no setor de energia.

4. A BASF recentemente participou de evento sobre eficiência energética na Argentina. Qual a importância da participação em eventos do gênero? Como a troca de experiências nesse assunto pode ajudar o mercado como um todo?

Frente a desafios globais como o aumento e envelhecimento da população, a urbanização, o consumo de energia e a globalização, a BASF - The Chemical Company - trabalha intensamente na pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras, buscando satisfazer as necessidades da população mundial, para um futuro sustentável.
Estar presente em fóruns de discussões nos países em que atuamos contribui para o estabelecimento da estratégia de atuação como empresa sustentável, que traz benefícios tangíveis para sociedade por meio de um programa de eficiência energética e pesquisas em produtos e soluções inovadores que reduzem os impactos na mudança climática.
A BASF trabalha intensamente em quatro pilares principais da gestão eficiente de energia: a exploração de gás e petróleo por meio de sua subsidiária Wintershall AG, a redução das emissões de carbono, as inovações em energias alternativas, como os desenvolvimentos de biotecnologia e biomassa, e a redução do consumo de energia para a construção sustentável.
E, para promover o uso racional de energia, estamos construindo a Casa da Energia Eficiente ( La Casa E), que será inaugurada este ano, na Argentina, e devido a suas características, é a única na América Latina. O objetivo é gerar uma nova cultura no segmento da construção, mostrando as soluções inovadoras que a empresa desenvolve para o negócio de construção sustentável, a fim de oferecer soluções para habitações familiares saudáveis, confortáveis, e em harmonia com o meio ambiente. A Casa está sendo construída com materiais de alta resistência, que lhe outorgam características de sustentabilidade e grande conforto. Além disso, devido ao eficiente isolamento térmico, será evidenciado o baixo consumo de energia, com uma redução de até 70%. Como parte do compromisso da companhia para o desenvolvimento de projetos sustentáveis, em janeiro, a BASF fechou um acordo de colaboração com o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI), na Argentina, cujo principal objetivo é colocar à disposição desse órgão projetos como a Casa da Energia Eficiente, para facilitar o intercâmbio em matéria de pesquisa sobre uso racional de energia.






 
 

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