Conheça quatro soluções alternativas para gerar e armazenar energia

10-12-2019

Diante de uma demanda crescente por energia aliada à necessidade de reduzir impactos ambientais, o setor energético tem buscado soluções alternativas para garantir o suprimento com eficiência.

Não se trata apenas de estabelecer novas fontes. Usar previsões meteorológicas para estimar a geração de usinas fotovoltaicas e eólicas é um exemplo de inovação, de acordo com um relatório técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que presta serviços ao Ministério de Minas e Energia (MME) na área de estudos e pesquisas.

“Muitas das energias alternativas dependem de fontes interruptas. A energia eólica depende do vento, que em alguns momentos desaparece. A energia solar depende do tempo: quando chove, a incidência solar cai a zero”, explica o engenheiro mecânico Lírio Schaeffer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com pesquisas na área de materiais para energias alternativas.

Para o professor, placas fotovoltaicas estão entre as principais tendências, e o desafio maior reside em armazenar energia. Armazenagem térmica é a aposta do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Alexandre Moana. “Ainda estamos longe de ter uma superbateria, mas a verdadeira revolução será quando a fusão nuclear se tornar realidade”, projeta Moana.

1. Armazenagem térmica de energia

Já existem aplicações industriais de armazenamento de energia térmica com uso de gelo ou água fria em sistemas de ar-condicionado, reduzindo a demanda (e os custos) por eletricidade para resfriar ambientes. Também é possível capturar energia solar na produção de água aquecida para uso posterior.

2. Baterias de magnésio, ouro e cobre

Baterias de íon-lítio renderam a três cientistas o Prêmio Nobel 2019 de Química, pois tornaram possível armazenar grande quantidade de energia em unidades pequenas e leves, amplamente utilizadas em equipamentos eletrônicos e até em carros elétricos. Mas a tecnologia pode ser superada em breve. Uma bateria com íons de magnésio teria o dobro da capacidade, nanofios de ouro dariam uma vida útil quase infinita ao equipamento, espumas de cobre permitiriam carregamento mais rápido e com menor risco de combustão, mas ainda não se sabe quando chegarão ao mercado – e a que preço.

3. Placas fotovoltaicas orgânicas e bifaciais

Placas fotovoltaicas orgânicas são mais leves e flexíveis e o uso de módulos bifaciais permite aumentar a produção de energia. As células fotovoltaicas orgânicas são feitas de polímero e plástico semitransparentes. Por isso, podem ser instaladas em vidraças e janelas para gerar eletricidade em ambientes residenciais e corporativos.

Diferentemente do processo de fissão nuclear, usado nos reatores atômicos para gerar energia a partir da divisão de átomos, a fusão nuclear produz energia pela união de átomos. Alguns cientistas se referem ao modelo com uma analogia sugestiva: produzir Sol em uma caixa. A ideia é aquecer gás de hidrogênio a mais de 100 milhões de graus Celsius até formar uma nuvem de plasma, que seja controlada por um campo magnético até que os átomos se fundam e liberem energia. Só que é muito difícil controlar. Por outro lado, não gera lixo tóxico, já que o hélio, resultante do processo, não é radioativo. Há projetos em andamento com grandes investimentos pelo mundo, mas gerar energia por fusão nuclear ainda é uma realidade distante. As previsões mais otimistas indicam para algo em torno de 2050.

Fonte: G1

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