Energia é um dos insumos mais caros do setor

27-04-2015

A energia elétrica chega a representar em torno de 10% do custo de produção de um aviário, segundo avalia Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). De acordo com dados da Copel, a tarifa convencional para a zona rural com impostos é de R$ 0,417 o quilowatt-hora.

Com relação à baixa eficiência do sistema, Martins afirma que faltam investimentos na rede de distribuição de energia elétrica na zona rural. O presidente observa que investir em sistemas alternativos de fornecimento de energia como a solar, por exemplo, ainda é inviável porque os equipamentos são muito caros. O gerador a diesel ainda é a única alternativa do produtor, mesmo tendo uma fonte de energia não renovável. Outro viés do gerador é que ele pode elevar os custos de produção. Dependendo da quantidade de tempo que o avicultor usa essa fonte de energia, ele terá prejuízos na hora de comercializar o lote. Por isso, todo o processo deve ser estudado.

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, frisa que além da baixa eficiência energética, há também uma carência muito grande na logística e na infraestrutura do Paraná, que é o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirma que são necessários mais recursos para a aquisição de geradores em aviários.

Investimentos
Em nota encaminhada à FOLHA, a Copel informa que tem investido constantemente na rede elétrica no campo para garantir a qualidade do fornecimento de energia. Na zona rural de Londrina e região, a Copel informa que investiu R$ 112 milhões nos últimos quatro anos em obras de ampliação e modernização da rede. Em 2015, a previsão da empresa é aplicar outros R$ 20 milhões. (R.M.)

Fonte: Folha de Londrina

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