Estudo sugere descarbonização e eficiência para retomada pós-covid

22-07-2020

Buscar uma recuperação econômica com base no baixo carbono poderia não apenas iniciar as reduções significativas de emissões necessárias para interromper a mudança climática, mas também criar mais empregos e elevar crescimento econômico. É o que afirma estudo da McKinsey sobre o tema, que sugere investimentos em descarbonização e eficiência energética para a obtenção de um resultado concreto em empregos.

O vice-presidente executivo do grupo ENGIE, Franck Bruel, destacou o estudo em sua conta no twitter, ressaltando esses dois investimentos como grandes criadoras de empregos.

Pelas projeções da consultoria, seriam necessários investimentos de 75 bilhões a 150 bilhões de euros em estímulos à economia em políticas de descarbonização, levando em conta um país europeu. Esse montante poderia resultar de 180 bilhões a 350 bilhões de euros de valor agregado bruto, gerando até três milhões de novos empregos e ainda permitindo uma redução nas emissões de carbono de 15% a 30% até 2030.

Descarbonização e eficiência energética industrial como medidas

estudo da McKinsey propõe diversas medidas de recuperação econômica, baseadas no modelo europeu, com fortes benefícios socioeconômicos e efeitos de descarbonização no curto, médio e longo prazos. Veja quais são elas:

  • Melhorar a eficiência energética industrial através de meios como a substituição de equipamentos e a atualização das tecnologias para evitar o desperdício de calor;
  • Criar uma infraestrutura de captura e armazenamento de carbono em torno de grandes clusters industriais;
  • Reformar casas para aumentar a eficiência energética – por exemplo, com aquecimento;
  • Instalar sistemas de construção inteligente, especialmente em prédios comerciais, para gerenciar melhor o aquecimento, ventilação, ar condicionado, iluminação e segurança;
  • Reforçar a rede de distribuição de eletricidade (incluindo interconexões) para apoiar a eletrificação generalizada;
  • Expandir o armazenamento de energia em larga escala e em comunidade;
  • Acelerar o aumento da capacidade instalada pela geração de energia eólica e solar;
  • Acelerar projetos de iluminação pública por LEDs;
  • Expandir as redes de carregamento de veículos elétricos;
  • Aumentar a produção de veículos elétricos;
  • Criar projetos de transporte rápido e ferroviário urbano;

O aumento de emprego desse pacote de estímulo está estimado em 1,1 milhão a 1,5 milhão de novos postos. “Essas estimativas são conservadoras, contabilizando apenas os empregos criados à medida que o dinheiro for desembolsado. Por padrão, a maioria dos empregos seria de baixa ou média qualificação, cuja demanda será maior e muitos estão em setores (por exemplo, indústria) que têm um grande número de empregos em risco”, diz o relatório.

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