Os desafios da eficiência energética são debatidos em São Paulo

04-09-2017

Começou ontem, em São Paulo, o 14º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (Cobee) e ExpoEficiência 2017. A abertura do evento reuniu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Eletrobras para discutir o contexto e os desafios da eficiência energética frente ao cenário político, regulatório e macroeconômico.

Durante o painel de abertura, o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, destacou a importância das consultas públicas nº 32; 33 e 34 que revisam o marco regulatório do setor. “A remodelação do setor elétrico brasileiro, que está sendo discutida em Brasília, traz a oportunidade de ampliarmos a introdução de novas formas de energia em nossa matriz. E eficiência energética é também considerada uma forma de gerar energia, através da economia”, explica Meirelles.

O próprio superintendente de Estudos Econômicos-Energéticos da EPE, Jefferson Borghetti, ressaltou que a eficiência energética é o combustível mais barato e que por isso deve-se combater todas barreiras que impedem o desenvolvimento e expansão do setor para que seja possível alcançar a meta de 10% da demanda de energia elétrica, a ser suprida pela eficiência até 2025.

O tema tem ganhado tanto volume dentro da Aneel que o próprio superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética, Ailson de Souza Barbosa, confirmou que é necessário alterar o modelo do setor elétrico baseado na expansão. “Entre 1998 e 2015 nós tivemos uma economia de energia acumulada de 46TWh, ou seja, uma retirada de demanda na ponta de 2,3GW. Um potencial enorme que não que deve ser ignorado”, afirma.

Enquanto isso, o gerente do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) da Eletrobras, Marcel da Costa Siqueira, destacou que programa está trabalhando em mais de 61 projetos, entre eles um convênio com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que tem como objetivo ampliar a eficiência energética na indústria que prevê um investimento de aproximadamente R$8 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Alexandre Moana, as discussões são fundamentais para a redução do desperdício. “A alimentação de um consumidor ineficiente por um sistema de geração distribuída é algo similar a um sistema de coleta de água da chuva instalado para alimentar uma caixa d’água com vazamentos. Serão despendidos esforços e insumos ambientais para cultivar um desperdício que não foi corrigido”, finaliza.

Ao serem questionados sobre a importância do COBEE para o setor, todos os participantes dos painéis do primeiro dia de evento concordaram que a oportunidade de trocar experiências, informações e estatísticas, bem como identificar novas formas de enfrentar os desafios da Eficiência Energética no Brasil, são alguns dos benefícios do Congresso para as empresas e indústrias de energia.

Mais informações sobre o evento: www.cobee.com.br.

Veja a matéria original no portal Conexão Construção.

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