Aplicativos reduzem gasto com consumo de energia

19-06-2017

Condomínios da cidade de São Paulo com opção de economizar cerca de R$ 150 mil por ano no consumo de energia elétrica, gás e água. Aplicativo de rota compartilhada desenvolvido em Belo Horizonte que oferece a motoristas de todo o Brasil a possibilidade de reduzir despesas relacionadas ao abastecimento de combustível. Tecnologia criada por um empreendedor pernambucano que usa o conceito de módulos para construção de apartamentos, tornando-­os capazes de se transformar em unidades de tamanhos variados para atender às múltiplas necessidades de indivíduos ou famílias.

O viés da inovação é o denominador comum dessas soluções desenvolvidas para tornar mais sustentável o dia a dia de quem vive em grandes metrópoles.

Com aproximadamente 78 mil usuários cadastrados, o Zumpy, aplicativo de rota compartilhada criado em Belo Horizonte, ganhará uma nova versão em julho deste ano. De acordo com o arquiteto urbanista André Andrade, CEO da Zumpy, a nova versão possibilitará ao usuário oferecer uma contribuição que será transformada em créditos resgatáveis pelo motorista ao abastecer em postos de uma rede nacional de combustíveis.

“Dependendo do número de pessoas com que o dono do veículo compartilha a rota, pode­-se zerar os gastos com combustível. Em média, 70% dos carros particulares trafegam com apenas uma pessoa no território nacional, sobretudo, porque motoristas têm dificuldade em encontrar pessoas que fazem o mesmo trajeto”, detalha.

Segundo Andrade, o Zumpy é baseado no Google Maps e admite a criação de grupos específicos e privados. “Mulheres podem escolher só compartilhar rotas com mulheres. O aplicativo também mostra a quantidade de CO2 que cada usuário deixou de emitir por compartilhar um trajeto”, conta.

Na Mitsidi Projetos, especializada em consultoria para eficiência energética, a ideia de criar a auditoria automatizada inteligente para residências surgiu em meio à severa crise hídrica ocorrida na região Sudeste em 2014. “A Mitsidi já desenvolvia soluções para edificações comerciais e indústria, mas percebemos que havia muito desconhecimento entre os gestores de condomínios residenciais. Então desenvolvemos um software para essa demanda”, diz Rosane Fukuoka, coordenadora de projetos do setor de Gestão Energética de Edifícios da Mitsidi.

Segundo Rosane, desde 2015, a solução, que analisa a eficiência de equipamentos e motores instalados no prédio com relação ao consumo de luz, gás e água, está implantada em três edifícios em São Paulo. “Conseguimos redução de até 30% do consumo energético. Em alguns casos a economia foi de R$ 150 mil por ano”, afirma.

A meta da Mitsidi é atingir o âmbito residencial em larga escala. Rosane explica que, a partir de R$ 1,5 mil por auditoria, um edifício pode se beneficiar do uso do software. “O custo, que varia de R$ 5 mil a R$ 20 mil em uma auditoria comercial, portanto é mais acessível na edificação residencial”, completa.

Em Pernambuco, o engenheiro civil e empresário Saulo Suassuna Fernandes Filho, após se especializar em tecnologias referentes ao conceito de smart cities (cidades inteligentes) no Massachusetts Institute of Technology (MIT), criou a startup Molegolar. O objetivo é tornar os imóveis mais adaptáveis às necessidades de seus proprietários. Segundo Fernandes Filho, a tecnologia Molegolar permite que imóveis sejam adquiridos sob o conceito de módulos flexíveis, com opção de escrituras diferenciadas.

“Eles podem se adaptar às diversas fases de uma família. Em casos de herança, a partilha de bens é facilitada pela separação das escrituras entre os filhos, ou entre marido e mulher, se houver um divórcio”, comenta.

O criador da Molegolar afirma que há quatro construções em andamento em Recife e 44 imóveis em negociação em outras áreas do Brasil. De acordo com o criador da Molegolar, com o conceito de módulos, é possível diminuir a geração de resíduos e o desperdício de energia. “Além disso, a Molegolar permite um destrato parcial, caso haja inadimplência. Se o cliente comprou um apartamento de R$ 1 milhão e só pagou R$ 600 mil, pode devolver o módulo referente aos R$ 400 mil que não foram pagos”, diz.

Em São Paulo, o evento Connected Smart Cities, que começa quarta­-feira, reunirá empresas, entidades e governos sob o DNA de inovação com a meta de desenvolver soluções para tornar as cidades mais inteligentes e conectadas. Serão anunciados os ganhadores do prêmio Connected Smart Cities, criado pela Sator e Neurônio, para reconhecer os projetos operacionais e pré­operacionais que contribuem para tornar cidades mais inteligentes. Bruno Asp, sócio­-diretor da Neurônio, diz que a ideia é reunir esses empreendedores para expor seus projetos e trocar experiências e contribuições para cidades conectadas e inteligentes.

Fonte: Valor Econômico

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