Com ‘tarifa branca’, conta da Light seria 87% mais cara no horário de pico

06-12-2017

A conta de energia elétrica dos clientes da Light ficará 87% mais cara no horário de pico, caso o consumidor decida aderir ao novo modelo de cobrança, chamado de “tarifa branca”. Em contrapartida, nos períodos de menor consumo, a conta ficará 12,5% mais barata a partir de 2018.

O consumidor poderá optar por este modelo ou continuar pagando a conta pelas regras atuais. Na nova forma de cobrança, os preços vão variar ao longo do dia. Nos horários de pico, o custo será maior.

Os horários de pico, ou de “ponta”, são as três horas de maior consumo de energia de cada distribuidora; horário “intermediário” refere-se ao período de uma hora anterior e posterior ao horário de ponta; e “fora de ponta” são todos os outros demais horários. Esses horários variam para cada distribuidoras. No caso da Light, o horário de pico vai das 17h30 até as 20h30.

Durante o horário de pico da Light, a conta ficará 87% mais cara, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já no horário intermediário, o aumento será de 24%. Por outro lado, haverá redução 12,5% nas demais horas.

A partir do ano que vem, a todo novo consumidor de energia já será oferecida a opção da tarifa branca. Ou seja, quem for fazer a primeira ligação de eletricidade poderá ter acesso à nova modalidade de cobrança. Mas a opção de aderir à tarifa branca será disponibilizada aos poucos para os consumidores já conectados na rede, de acordo com sua média de consumo mensal. Os primeiros a receber a permissão para migrar para a tarifa branca serão aqueles que costumam consumir muita energia.

Quem tem uma média anual de consumo mensal acima de 500 quilowatts-hora (kWh) poderá migrar para o novo modelo de tarifa no início de 2018. Para os consumidores acima de 250 kWh, o prazo será a partir de 2019, e para abaixo disso, será em 2020. O consumo mensal é impresso na conta de luz enviada pela distribuidora. A medida não é válida para quem é incluído na tarifa social de energia.

Para não acabar pagando mais, é importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo e a relação entre a tarifa branca e a convencional, que varia segundo a distribuidora. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta e quanto maior for a diferença entre essas duas tarifas, maiores são os benefícios da tarifa branca.

A tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e se não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta. Além disso, se o consumo for uniforme ao longo do dia, não vale a pena aderir ao novo modelo.

Após fazer toda a avaliação necessária sobre o consumo de energia e os horários em que há mais gente em casa, e ter constatado que vale a pena apostar na tarifa branca, o consumidor poderá fazer a requisição de mudança junto à distribuidora.

Após a solicitação, a empresa terá até 30 dias para efetuar a instalação do novo medidor de energia, que deve ser capaz de medir o consumo nos diferentes horários. A distribuidora será responsável pela aquisição e instalação do medidor, sem custo algum para o consumidor.

Fonte: O Globo

Fique sempre atualizado!

Faça seu cadastro e receba nossos informativos, eventos e cursos.

Torne-se um associado

Conheça os benefícios de ser um associado ABESCO

Como se associar