Desperdício de energia atinge R$ 61,7 bi em três anos

22-05-2017

A desatualização de maquinário industrial, de lâmpadas e de eletrodomésticos é o principal motivo para que o País deixasse de economizar em energia elétrica, nos últimos três anos, o equivalente a 1,4 vezes a produção da Itaipu Binacional do ano passado. De acordo com relatório divulgado no início deste mês pela Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), o País deixou escapar pela tomada R$ 61,7 bilhões no período, o que poderia ser resolvido com incentivos governamentais à modernização industrial e à fabricação de produtos de consumo mais eficiente.

Sem tal desperdício, seria possível reduzir o uso de termelétricas em momentos de baixa nos reservatórios de usinas hidrelétricas e uma menor necessidade de investimentos na ampliação da rede, o que baratearia a tarifa. A quantidade de eletricidade que deixou de ser economizada é equivalente a 143,6 milhões de gigawatt-hora (Gwh), o que poderia abastecer por um mês uma cidade de 533 mil habitantes durante um mês, de acordo com a Abesco. O número é quase a população de Londrina, que fechou 2016 com 553 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É consenso entre especialistas que o País investiu muito nos últimos anos na geração de fontes renováveis. Dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) apontam o crescimento neste ano de 38% na geração nacional de energia eólica. Entretanto, há poucos incentivos, por exemplo, para que usuários industriais ou mesmo residenciais invistam na própria geração, por meio da instalação de um sistema de aproveitamento de energia solar.

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