Mercado livre fatura R$ 127 bi no ano

26-11-2018

O faturamento do mercado livre de energia deve crescer em torno de 30% neste ano, para R$ 127 bilhões, estima a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), com uma maior abertura do segmento nos últimos dois anos.

Em comunicado, a entidade informou que o ambiente de livre contratação saltou de 27,5% de toda a energia consumida no País, em 2013, para 31% neste ano. “Isso evidencia o pouco estímulo que foi dado até hoje à abertura do mercado”, explicou o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros.

Segundo a entidade, atualmente existem 5,6 mil consumidores livres e especiais no Brasil, e este mercado representa 80% do consumo da indústria brasileira. Mas a Abraceel ressalta que a participação no consumo total no País ainda não é majoritária, tendo registrado desaceleração diante das restrições legais.

A Abraceel estima que a abertura total do mercado livre de energia poderia propiciar uma redução de R$ 12 bilhões por ano na conta de luz para os 80 milhões de consumidores brasileiros, inclusive nas residências. De acordo com a entidade, mesmo se a abertura fosse feita somente para a parcela do setor produtivo que ainda não pode usufruir dos benefícios da livre comercialização, a redução poderia atingir R$ 7 bilhões, com a geração de 420 mil postos de trabalho. “Percebe-se que estamos tratando aqui da competitividade da economia brasileira”, destacou Medeiros.

Novo governo

A Abraceel detalha em comunicado as perspectivas para 2019. Segundo a entidade, dentro de um conjunto de propostas oferecido aos representantes do novo governo eleito, além da abertura do mercado, estão o despacho por oferta de preços, a separação de lastro e energia e a racionalização dos subsídios que estão hoje na conta de luz.

Uma das questões urgentes alegada pelo mercado é a aprovação da reforma do setor elétrico, que vem sendo debatida há anos e tramita no Senado por meio do Projeto de Lei 232/16 e, na Câmara, pelo PL 1917/15. “Se implementadas, essas medidas poderiam dobrar o tamanho do setor em pouco tempo, com a oferta de energia mais barata e limpa”, diz Medeiros. “O setor teria condições de obter novas linhas de financiamento.”

 Fonte: DCI

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