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Brasileiro está mais consciente em relação ao consumo de energia
O Procel contribuiu para a difusão, na sociedade, do conceito de eficiência energética com educação e ação direta Estudo da Eletrobras mostra que, na classe residencial, o potencial de economia de energia gira em torno de 15% da demanda total. Equipamentos certificados pelo Inmetro e com o Selo Procel ajudam a reduzir a conta e fazem bem ao ambiente
Uma década após o racionamento de energia elétrica instaurado no País (2001) - quando o consumidor foi obrigado a reduzir 20% do consumo mensal deste insumo -, o cenário brasileiro vem mudando de maneira positiva quanto ao uso da eletricidade. O Brasil atingiu recordes no uso de fontes renováveis, empresas passaram a desenvolver tecnologias com eficiência energética e a população está, a cada dia, mais preocupada com seus hábitos de consumo.
O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), implantado pela Eletrobras em 1985, tem papel importante na conscientização da sociedade, por meio da divulgação dos conceitos de eficiência energética, desde iniciativas educacionais a ações diretas no uso final de energia por meio de seus subprogramas específicos. Assim, o brasileiro se acostumou a olhar as etiquetas dos produtos em busca do selo que indica os que consomem menos energia.
Desde a sua criação até o ano passado, o Procel ajudou a economizar mais de 50 mil gigawatts-hora (GWh) de energia elétrica, o que equivale a um consumo anual de 26 milhões residências. "Verificamos a mudança nos hábitos de uso da energia elétrica por parte da população como, por exemplo, a difusão do uso de lâmpadas eficientes nas residências e o aumento nas vendas de equipamentos com Selo Procel Eletrobras", afirma Emerson Salvador, gerente da Divisão de Eficiência Energética na Oferta (DTDO) da Eletrobras.
A Eletrobras Procel procura colaborar com os gestores, técnicos e a própria sociedade na busca de identificar e minimizar as perdas energéticas". A promulgação da Lei 10.295/2000 - a Lei de Eficiência Energética -, e o fortalecimento do Selo Procel, com a inclusão de diversas categorias de equipamentos nos últimos anos são exemplos de ações da Eletrobras que se destacam.
Selo
Cada segmento tem suas características e importância quanto ao consumo de energia elétrica e os prováveis desperdícios envolvidos. Na classe residencial, por exemplo, o potencial de economia de energia gira em torno de 15% da demanda verificada, segundo estudo desenvolvido pela Eletrobras Procel em parceria com a PUC Rio e a UFRJ.
O Selo Procel de Economia de Energia, desenvolvido e concedido pelo Procel, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando, assim, economia na sua conta de energia elétrica. "Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente".
Nível de eficiência
Também é possível identificar e comparar os aparelhos mais econômicos pelas etiquetas que atribuem notas de A a G aos eletrônicos e fazem parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). As etiquetas eram mais conhecidas por rotular geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, mas a começam a se consolidar nas televisões.
Apesar de alguns equipamentos certificados serem um pouco mais caros - porque utilizam tecnologias mais inovadoras e são submetidos a diversos testes -, eles colaboram para a redução da fatura de energia. No caso de eletrodomésticos que são muito utilizados e ficam ligados o tempo todo, como as geladeiras, a economia na conta de luz é tanta que em cerca de dois anos, o consumidor pode obter retorno financeiro do que foi pago pela eficiência.
Impacto
50 mil gigawatts-hora de energia elétrica foram economizados desde 1985 até 2011, com as ações do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel)
26 milhões de residências dariam para ser abastecidas com a economia dos 50 mil GWh proporcionada pelo Procel, segundo dados do Programa