3/11/2010 - Energia é o desafio do futuro, diz cientista - Questões como universalização da energia a preços acessíveis, os desafios ambientais e os riscos colaterais provocados pela produção e distribuição de energia foram discutidos em evento na Unicamp (Campinas-SP) por especialistas da área.
3/11/2010 - Sylvania apresenta nova luminária pública a LED - Nova luminária LED Street Light, da Sylvania, é indicada para ambientes externos como vias públicas, estacionamentos e pátios industriais. O novo produto pode ser encontrado em versões de 60W/5.700lm e 180W/17.000lm.
3/11/2010 - Lâmpada LED de alta potência usa refrigeração de turbina de avião - Especialistas norte-americanos desenvolveram uma lâmpada de estado sólido, à base de LEDs, que produz 1.500 lumens (as lâmpadas de LED atuais produzem apenas 600 lumens e consomem muito mais energia). O feito foi possível graças à utilização de "jatos dup
3/11/2010 - Pesquisa quer reduzir consumo de energia de eletrônicos - Projeto desenvolvido na Europa pretende aumentar a eficiência energética de aparelhos eletrônicos, como celulares, TVs e computadoresstes e reduzir o consumo de energia quando estão em standby.
3/11/2010 - Contra o desperdício de energia, CPFL investe R$ 1 milhão na Unesp de Bauru - A CPFL Paulista investiu R$ 1 milhão em projeto de eficiência energética na Unesp (Bauru). Foram substituídas 13.602 lâmpadas e instaladas luminárias de material mais eficiente e reatores eletrônicos. Economia pode chegar a R$ 150 mil por ano.
3/11/2010 - TAP investe na eficiência energética e ambiental - Novos aviões da empresa aérea TAP (Transportes Aéreos Portugueses) vão reduzir as emissões anuais em 2.200 toneladas de dióxido de carbono, CO2, que correspondem a economia de combustível de quase 700 toneladas
Energia é o desafio do futuro, diz cientista
Garantir serviços de energia à população mundial em crescimento, levar energia por vias modernas a bilhões de pessoas e garantir um custo viável desses serviços estão entre os maiores desafios a serem encarados pelo setor energético mundial, segundo Thomas Johansson, professor da Universidade Lund, na Suécia.
O cientista participou de evento sobre energia e mudanças climáticas, realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em outubro. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, e o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, Gilberto Januzzi, também participaram do evento.
Além da universalização da energia a preços acessíveis, Johansson defende que o setor deve se preocupar também com os desafios ambientais e os riscos colaterais provocados pela produção e distribuição de energia. "O setor energético também pode afetar a competição por alimentos e por recursos naturais e até a proliferação de armas nucleares", apontou.
Segundo ele, o desenvolvimento do setor deve se pautar na eficiência energética, na busca por novos combustíveis sustentáveis e na captura de carbono.
Como exemplo, citou a experiência de reforma de edifícios energeticamente pouco eficientes no Japão. "Naquele país, a reforma proporcionou uma queda no consumo de 150 quilowatts/hora por metro quadrado para cerca de 15 quilowatts/hora por metro quadrado", disse.
Os edifícios são responsáveis por 40% da energia elétrica consumida no Japão, sendo que a maior parte dela é consumida pelos sistemas de refrigeração e aquecimento.
Johansson apontou algumas saídas para o problema, como a utilização de energia eólica, a ampliação da reciclagem de materiais para poupar a indústria de matérias-primas e a adoção de planejamentos urbanos eficientes.
"Essas medidas não trarão somente economia de energia, mas vários outros benefícios, como empregos e melhoria na saúde e na segurança da população. Uma reestruturação energética é uma janela de oportunidades que se abre", ressaltou.
Januzzi destacou a necessidade de se planejar a transição das atuais fontes energéticas para uma economia de fontes renováveis. O também professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp defendeu a utilização e a adaptação da infraestrutura atual para efetuar essa transição.
"Oleodutos e gasodutos poderão ser adaptados para transportar novos combustíveis", exemplificou, ressaltando a importância de um planejamento que leve em conta a infraestrutura atual.
Esse planejamento teria de prever também mudanças institucionais e de regulamentação. "Poderemos ter casas que serão ao mesmo tempo unidades consumidoras e produtoras de energia, mas será preciso regulamentar situações como essa", disse.
Outro obstáculo a ser contornado pelas energias renováveis, segundo Januzzi, é a inconstância de seu fornecimento. Diferentemente do petróleo, que pode ser estocado e sua disponibilidade está relacionada ao tamanho estimado de reservatórios, as energias renováveis estão mais sujeitas aos eventos naturais.
Ventos, marés, sol e chuva são alguns elementos que influenciam a produção de energias limpas e de plantações que fornecem biocombustíveis. "As mudanças climáticas globais aumentam ainda mais a imprevisibilidade dessas fontes energéticas", disse.
Veículos irracionais Pinguelli Rosa destacou a exclusão de 12 milhões de brasileiros que não têm acesso à energia elétrica. Falou também sobre a dificuldade de distribuição de energia em regiões como a amazônica, em que populações dependem de geradores movidos a óleo diesel. "Esse combustível é subsidiado e a conta já chegou a US$ 2 bilhões", disse.
Outro ponto criticado por Pinguelli, que também é secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, é o tamanho crescente dos automóveis atuais no país, o que tem demandado motores maiores e menos econômicos. "São veículos irracionais e que apresentam um padrão de consumo muito alto. Deveria haver restrições pesadas para quem adquirisse carros desse tipo", defendeu.
Os carros bicombustíveis foram outro alvo de críticas de Pinguelli, que ressaltou o fato de seus motores não serem otimizados. "O flex não é tão eficiente como um motor que queima somente álcool ou somente gasolina", disse.
A utilização do lixo como fonte de energia foi uma das alternativas apresentadas por Pinguelli Rosa, que acredita ser possível aproveitar toda a parte de material reciclável presente no lixo e incinerar o restante para a geração de energia.